Reforma da previdência e o Novo Presidente

Depois dos desencontros entre Casa Civil e Ministério da Economia, o mercado, segundo operadores de bancos, se acalmou com a reunião entre os ministros Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni realizada na terça-feira (8) para tratar da reforma da Previdência.

Os dois, apesar de ainda não haver uma proposta fechada, se mostraram afinados na defesa de uma reforma mais profunda e com regra de transição mais longa. Ou seja, algo que garanta mais equilíbrio para as contas públicas no médio e longo prazos.

A dúvida, porém, é se o presidente Jair Bolsonaro será convencido a aceitar uma reforma mais abrangente. Nesse caso o texto viria com uma proposta de capitalização para os novos trabalhadores, acabando com a ideia de fatiar a medida, e com uma regra de transição de longo prazo, na casa de 20 anos.

Na próxima semana, a proposta de reforma deve ser discutida com o presidente, que na primeira semana de governo deu declarações sinalizando um modelo mais brando em relação ao enviado ao Congresso pelo ex-presidente Michel Temer.

Bolsonaro chegou a dizer que iria aprovar uma idade mínima de 62 para homens e 57 para mulheres começando a valer em 2022, último ano de seu mandato. E que o próximo presidente deveria decidir se aumentava ou não esse limite de idade para aposentadoria. Falou ainda que defendia o fatiamento da medida.

Dentro do Palácio do Planalto, auxiliares diretos do presidente seguem dando sinalizações de que preferem uma reforma viável, ou seja, menos rigorosa do que a que tramita no Legislativo.

Veja reportagem na integra clicando no link abaixo: 

https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2019/01/09/guedes-e-onyx-afinaram-o-discurso-falta-convencer-bolsonaro-sobre-reforma-mais-profunda-na-previdencia.ghtml


Resposta ao artigo acima: Temos no Brasil uma cultura política perigosa, isso porque visa sempre angariar vantagens em algum lugar de alguma forma, isso devido ao método de planejamento para os dias futuros, verificasse que uma reforma (a reforma da previdência) tem que sair rápido, por quê isso ? a Previdência Social  esta mesmo falida? qual seria o motivo de correr com uma reforma que não esta nem ao menos definida, ou seja, se o Congresso Nacional não conseguiu tomar conhecimento de um projeto de reforma sustentável à economia brasileira, poderia falar em garantias, ou mesmo ausência de danos futuros decorrentes dessa reforma, acho que não.

A maior questão seria a seguinte, alterar os requisitos de aposentadoria para os brasileiros evitaria a concessão de muitos benefícios futuros, porem, isso não impedira que o INSS seja obrigado a conceder os benefícios da mesma forma ainda que mais tarde. Parece que a reforma será uma resposta a sociedade e não uma solução a questão.